iPhone, Celulares e o código aberto.
20/01/07 at 7:07 pm | In Business, Liberdade, Tech | No Comments
A muitos anos trás tive um celular motorola mais ou menos como esse da foto. Acho que chamava MicroTac e vinha com secretária eletrônica digital. Hoje NENHUM celular (pelo menos os que eu conheço) vem com essa funcionalidade e isso por um motivo simples: as empresas de telefonia móvel querem vender o serviço de caixa-postal.
A receita vinda das empresas de telefonia simplesmente é muito grande para que os fabricantes nos dêem produtos com determinadas funções que podem gerar conflito de interesses. O iPhone, grande assunto do momento, provavelmente poderia ter muitas outras features se não fossem os acordos que tem de ser feitos para baratear o preço do aparelho - no caso do iPhone você fica preso a uma tele por 24 meses.
Mas parece que existe alguma luz no fim do túnel, a empresa OpenMoko apresentou ao mundo o FIC Neo1973, o primeiro celular movido a Linux e open source. Vem com uma tela touchscreen de 2.8´´ (480×640), GPS, 128MB SDRAM, 64MB NAND Flash e um slot microSD.
Ter um celular Open Source pode ser uma grande jogada da empresa, afinal quantas comunidades serão criadas mundo afora para desenvolver melhorias para o sistema ? Talvez essa seja a maneira de uma pequena empresa conseguir um nicho de mercado (um nicho nerd é verdade).
Via TechEBlog
Pirataria é um modelo do negócio - diz executiva da Disney
10/10/06 at 10:47 pm | In Business, Internet, News, TV & Cinema | 5 CommentsOutro título possível para esse post seria “Eles finalmente entenderam”.
Anne Sweeney, executiva da Disney, disse em entrevista para o site PaidContent.org “que agora nós compreendemos que o pirataria é um modelo do negócio,” ( … ) “Existe para servir a uma necessidade no mercado para os consumidores que querem tevê por demanda. Os piratas competem da mesma maneira que nós - com a qualidade, preço e disponibilidade. Nós não gostamos do modelo mas entendemos que é competitivo o bastante lhe fazer dele o principal concorrente a nossa frente.” - Mipcom: Piracy Is A Business Model, Says Disney Co-Chair Anne Sweeney via Boing Boing: Disney exec: Piracy is just a business model.
Antes de qualquer comentário é importante lembrar que por Pirataria, Anne Sweeney está se referindo a infrações a direitos autorais, mais especificamente a prática de baixar conteúdo, principalmente programas de TV, via internet. Não acho o termo o mais adequado, mas de qualquer forma são palavras de uma pessoa que está do outro lado.
Parece que o mercado está começando a acordar para o fato que para vencer a pirataria não bastam as ameaças da RIAA , é preciso oferecer algo para o público de forma a conquistar o mercado. As armas Anne disse claramente: qualidade, preço e disponibilidade. Steve Jobs, o homem que um dia ainda irá sentar no trono de Walt Disney, mostrou o caminho com o enorme sucesso do iTunes Music Store. É hora do resto do mercado aprender, e aprender também que o mundo não é só feito de EUA.

Itens relacionados:
Livro: De Gutenberg a Internet: Direitos Autorais na Era Digital
Empreendedor sem fronteiras
1/10/06 at 11:59 pm | In Business, News | No CommentsDuas notícias aparentemente sem ligação me chamaram a atenção esta semana. Vamos lá:
Primeiro o site John Chow dot Com fez uma compilação de várias noticias e criou um ranking com as pessoas que estão ganhando mais dinheiro com o Google AdSense. Segundo John, em primeiro lugar no raking está Markus Frind do site Canadense Plentyoffish.com que faz US$300mil por mês em publicidade. O site voltado para busca de parceiros para relacionamentos (dating) é mantido na própria casa de Markus, com a ajuda de sua namorada que responde aos emails dos usuários.
A outra noticia que me chamou a atenção foi que os EUA terceirizam cada vez mais aulas particulares pela Web. No artigo, descobrimos que a empresa Tutorvista.com , sediada na India, e está ganhando o mercado americano de aulas particulares online, desbancando inclusive empresas locais como a Tutor.com .
Hoje podemos ter Empreendedores sem Fronteiras. Vender serviços nos EUA ou na China tornou-se muito mais facil. Qualquer empresa poderia (se tivesse a competência necessária, é claro) estar na lista do John Chow dot Com e estar faturando nos maiores mercados do mundo. E chega de reclamar do Brasil ou do Lula.
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